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Designer considera projecto gráfico do Campeonato do Mundo "constrangedor"

domingo, junho 25, 2006
"Erik Spiekermann, um dos designers
gráficos mais respeitados da Alemanha,
abomina as criações visuais para
a Copa do Mundo, do mascote ao logo.
Ele explica por que, em entrevista
à DW-WORLD.

O senhor tem criticado muito
o mascote da Copa, Goleo.Por quê?
Erik Spiekermann: Não apenas a mascote,
mas a coisa toda. O mascote em si
é um típico esforço para agradar gregos e troianos. É um leão, sem
relevância histórica alguma para a Alemanha. Temos águias, gnomos,
anões de jardim, e o que mais for, mas não temos leões. Isso é Inglaterra,
ou França. O mascote é chamado Goleo, de "gol", como na palavra
espanhola, e "leo", leão em italiano, latim e espanhol. Então, obviamente,
tenta apelar para uma audiência mundial, o que é interessante, mas um
tanto paternalizante. Por que não estar na Alemanha e chamá-lo "Fritz",
ou o que seja? Já que somos alemães, então vamos assumir. Esse leão
artificial não é nem bonito, nem feio, muito menos relevante.
É simplesmente constrangedor.

Seria um caso de cozinheiros demais na cozinha do design?

Quando vi pela primeira vez tanto o leão quanto o logo, todo o conceito
de design da Copa do Mundo na Alemanha, pensei "oh, meu Deus, esses
pobres designers". Já estive nessa situação, lidei com esse tipo de cliente.
Conheci, inclusive, alguns dos designers que perpetraram esse design,
e sei que estavam em desvantagem desde o início. Todo o mundo quer
ter o seu dedo no design de um evento mundial como esse, do presidente
da empresa à sua esposa, continuando por toda a cadeia hierárquica abaixo,
e há muitos comitês, reuniões, onde gente que não sabe o que está fazendo
exige mudanças. No fim, o denominador comum acaba sendo muito, muito
baixo. Eu jamais contrataria nenhum dos responsáveis por esse design.

Por que acha que o conceito todo não funciona, especialmente
no que diz respeito ao logo?

Primeiro, há mensagens demais.
A ideia original era: temos que incluir
a Alemanha, 2006, a Fifa, além disso,
tem que haver umas pessoas alegres,
precisamos do verde da grama, temos
as cores nacionais da Alemanha.
Então tem verde, preto, vermelho
e amarelo e as caras felizes e a Fifa,
simplesmente mensagens demais.
Basta olhar o logo e contar a quantidade
de elementos, tudo isso é contra
a comunicação eficiente.

A Alemanha fez melhor no passado?

Sim. Há o exemplo óbvio: o logo dos
Jogos Olímpicos de 1972. Basicamente,
era o outro lado do design alemão.
Foi criado por um grupo ao redor
de Otl Aicher, um dos pais da velha
escola, dentro da tradição germânica,
protestante, da Bauhaus. Era bastante
rígido, mas deram um jeito de realizá-lo
em cores pastel, leves, o que fez o design
parecer alemão, no sentido de ser limpo
e arrumado, mas ao mesmo tempo,
claro e alegre. Até mesmo o mascote, um cachorrinho "salsicha",
um dachshund, não podia ser mais alemão. Foi criado ao longo de alguns
anos pelos melhores da época. Mas esses caras de Munique, da Copa deste
ano, só foram escolhidos por conhecerem alguém do alto escalão da Federação
Alemã de Futebol e da Fifa. Isso nos dá uma má reputação.

Por que os designers da Copa evitaram parecer "alemães" demais?

Em parte, por termos essa incrível cruz a carregar. Você não pode se
orgulhar de ser alemão, pois temos uma história tão negativa. Pelo menos
a minha geração não pode, e nasci em 1947. Os clientes deste caso específico
são da minha geração ou mais velhos, então acho que estavam tentando dar
ao mundo tudo num pacote, e ao mesmo tempo ser alegres. É como desenhar
uma piada, e não se pode desenhar uma piada. Acho que o conceito original
da encomenda era um caos só. Com todas as coisas a serem evitadas,
e o que se queria incluir, era impossível desenvolver algo bom. A não ser,
é claro, que você fosse um designer de personalidade forte, que basicamente
diria a essas pessoas dando as ordens para irem "se catar". O que os designers
em questão não fizeram: eles apenas pegaram o dinheiro e saíram correndo.

A Copa do Mundo é sobre futebol, antes de mais nada.
Qual é a importância do design nesse contexto?

Ele tem uma função direta, diz a você aonde ir, o orienta para sua meta,
telões, estádios, muitas outras coisas. Ele diz às pessoas: "Essa mensagem
se refere à Copa do Mundo". É como qualquer design para uma locação
ou evento: você quer que as pessoas tomem consciência de sua presença.
Uma vez dentro do sistema, o design lhes diz se estão no caminho certo,
e indica o que está prestes a acontecer. Ele tem um papel funcional,
mas também cria uma atmosfera, desempenha um papel psicológico.

Então que tipo de mensagem o actual design está a passar?

Está dizendo que quem o desenhou e o encomendou não confia em
suas habilidades, e está tentando agradar a todos ao mesmo tempo.
Há excesso de organização, há mensagens demais, e ninguém quer assumir
a responsabilidade. De fato, é um perfeito espelho da sociedade alemã no
momento, é como a grande coalizão governamental – dois grandes partidos
que, basicamente, se anulam porque nenhum pode tomar decisões.
Todo o mundo está tentando ser legal, sabe que devemos fazer algo, mudar
a sociedade, comportamentos e economia, mas ninguém quer dar o primeiro
passo, pois está tão cômodo. Ainda estamos envoltos em nosso confortável
cobertor de segurança. Sabemos que faz frio lá fora, então ficamos enroscados
do lado de dentro. É como o logo da Copa, querendo agradar a todos, sem
colocar nem um dedo para fora do combertor de segurança.

Evitando controvérsias a todo o custo?

Exatamente. O que acontece afinal, é que fica incrivelmente apagado.
O design alemão é conhecido, e conhecido precisamente por ser alemão.
Você compra um Porsche ou uma BMW ou um Audi porque são alemães,
e não apesar de serem alemães. E não é todo o mundo que gosta. Tem algo
de único, não é paternalizante. O mesmo vale para trabalhos gráficos,
e temos uma longa história de design. Mas, por alguma razão, isso não
passou para esse pessoal do futebol. É uma pena, pois quando as pessoas
vêm de outros países, pensam que os designers alemães são assim,
e para mim é pessoalmente constrangedor. Tenho vontade de ir embora,
me esconder e fingir que sou neurocirurgião ou qualquer outra coisa.

O que diria aos designers por trás do projeto da Copa do Mundo?

Mantenham o seu emprego principal.

Erik Spiekermann é um dos mais conhecidos e respeitados tipógrafos
e designers alemães. Foi um dos fundadores da MetaDesign, um dos
principais estúdios para design
corporativo e de marcas.
Entre seus clientes estão Apple
Computer, Audi, VW, IBM e Nike.
Spiekermann também desenvolveu
o sistema de informação de passageiros
da Deutsche Bahn, a ferrovia alemã,
e ajudou a redesenhar a revista
The Economist. Professor honorário
da Escola de Artes de Bremen,
ele foi ainda presidente do Instituto
Internacional de Design Informático. Apesar desse currículo, não teve
qualquer participação no projecto da Copa 2006.

Kyle James (mm), in DW-WORLD, 12/06/2006

Fonte: DW-WORLD

Steen Meyerhoff

quarta-feira, maio 10, 2006
Credenciais: Steen Meyerhoff tem o Master of Science
em Criação de Produtos Inovadores pela Universidade
Técnica Dinamarquesa e juntou-se à Nokia em Maio
de 2000. As suas funções passam por identificar
tendências de estilo e moda relevantes para os
diferentes designs que a empresa desenvolve,
entender tendências e caminhos sociológicos nas
várias regiões geográficas e alcançar um insight
profundo no que respeita ao comportamento
e necessidades dos utilizadores.
Meyerhoff foi entrevistado pelo Bruno Fonseca.

O que é mais difícil? Criar um novo design ou desenvolver toda
a história
e ambiente que dão expressão e até mesmo origem
a esse determinado design?
Steen Meyerhoff – Criar um design ou desenvolver o ambiente que lhe dá
origem são duas tarefas que basicamente andam lado a lado. Os designers
industriais participam na criação da história por detrás de um determinado
produto e as pessoas responsáveis por essa história vão participar na criação
do design. Por este motivo não considero que exista uma tarefa mais difícil
do que outra.

Que aspectos tem em consideração na criação
da história de um novo produto?

S. M. – Nós começamos sempre por observar o mundo à nossa volta
e também os utilizadores que esperamos que se venham a apaixonar pelos
nossos dispositivos. Ou seja, temos que estar atentos às novas tendências
globais em termos de estilo, design e moda, e também a que tecnologias
a Nokia pode usar nos seus produtos, porque a tecnologia pode inspirar
ou limitar a história de um determinado produto e o seu design.
Mas de qualquer forma eu considero que o mais importante é compreender
as tendências e valores humanos e sociológicos. No caso da colecção L’amour,
as principais tendências foram a cultura e o “Status”.
Existe uma convergência entre Arte, cultura, ambiente e sistemas étnicos
e as pessoas querem ver isso patente em alguns dos seus produtos de uso
diário. Já no que toca ao Status, as pessoas dão cada vez mais importância
a autenticidade, ao design e marcas com o objectivo de se distinguirem na
multidão. Isto tudo para dizer que os produtos devem oferecer mais do que
apenas vantagens em termos de funcionalidades. As pessoas gostam de usar
produtos que tenham historia. Gostam de ser inspiradas por eles e de se
apaixonarem pelos telemóveis…

Quando cria estas peças de design procura contactar com conhecidos
criadores de moda que possam de alguma forma ajudar na concepção
do produto?

S. M. – As duas colecções de moda que temos foram desenvolvidas pela nossa
própria equipa de design.



Nas duas colecções lançadas pela Nokia, nomeadamente nos telemóveis

7260/7270/7280 e na colecção L’Amour, é capaz de eleger um favorito?
S. M. – É difícil eleger um favorito já que todos eles são bons à sua própria
maneira. Há uns anos visitei um viticultor francês e perguntei-lhe qual dos
seus vinhos era o seu favorito; e ele respondeu-me que dependia muito do
seu estado de espírito e da ocasião; se ele estivesse sentado em frente de
uma lareira num dia frio de Inverno ele escolheria um determinado vinho.
Se estivesse a jantar num belo dia de Verão escolheria outro. É um pouco
isto o que sinto no que diz respeito às colecções da Nokia. Existe um telefone
para cada estado de espírito e ocasião.

Já considerou criar uma linha de dispositivos móveis inspirados no cinema?
Podemos esperar algo assim no futuro, especialmente para os amantes
da sétima arte?

S. M. – Quem pode prever o futuro? Quando estamos a olhar para a
próxima geração de telefones móveis, estamos a considerar todo o tipo
de novas funcionalidades para o produto, bem como novos temas para
a colecção. Quando lançamos novas colecções de telefones móveis,
da forma como a Nokia o tem feito até agora ficamos entusiasmados pela
forma como as pessoas ficam surpreendidas, maravilhadas, intrigadas
e mesmo apaixonadas quando tomam contacto com algo que nunca viram
e nunca esperaram. Por isso mesmo não vamos privar as pessoas dessas
sensações ao revelarmos o que a Nokia vai fazer a seguir… Temos de ter
paciência e esperarmos para saber que tipo de colecção a Nokia vai
apresentar no futuro.

É difícil estabelecer a ligação entre design e funcionalidade?
S. M. – Não quando criamos produtos que têm o objectivo de oferecer
ao utilizador os benefícios funcionais e a simplicidade de uso patente
nos telemóveis da Nokia. De qualquer forma, é importante salientar que
a necessidade de estabelecer uma ligação entre o design e as funcionalidades
está sempre presente em todos os membros da equipa de concepção. Apesar
de estarmos a criar pequenas obras de arte, temos sempre em consideração
que estes dispositivos são acima de tudo telemóveis que serão usados todos
os dias e em circunstâncias muito diferentes. Ou seja os telemóveis da
colecção L’amour preenchem os mesmos standards dos outros dispositivos
móveis. É muito interessante manter o equilíbrio correcto entre design
e funcionalidades. Apesar de algumas pessoas acreditarem que um bom
design e boas funcionalidades são coisas opostas, a colecção L’amour mostra
que podemos utilizar o design para aumentar as funcionalidades de um
determinado produto. Quando um utilizador coloca um telemóvel desta
colecção pela primeira vez na sua mão apercebe-se rapidamente que foram
necessárias doses elevadas de criatividade e inovação para se produzir um
objecto tão pequeno que ao mesmo tempo mantenha todas as expectativas
e muitas funcionalidades a que a Nokia habituou os seus clientes.

Fonte: Bitaites
Para mais informações consultar: www.nokia.com

Sebastião Rodrigues

domingo, outubro 16, 2005
Sebastião Rodrigues, pai do design gráfico em Portugal.
Podem encontrar um livro sobre a sua obra através das edições Gulbenkian,
com a qual aliás colaborou diversas vezes. Aqui ficam alguns exemplos
que também podem encontrar nesse livro.










Para mais informações consultar: www.cpd.pt ou a sua biblioteca.

João Machado

terça-feira, outubro 04, 2005





Para mais informações consultar: www.joaomachado.com

Comunicarte Design . Designers

domingo, outubro 02, 2005
Pretende-se mostrar aqui exemplos de projectos realizados por designers
já reconhecidos no mercado nacional e internacional. Nada como saber
como é que outros designers resolveram o que lhes era proposto pelos seus
clientes. Deste modo podes também ficar a conhecer melhor a obra de um
determinado designer.
Em breve irei começar a colocar as imagens dos primeiros designers.